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segunda-feira, 3 de março de 2014

Crossfit


A prática de exercícios físicos é um próspero terreno de modismos, e volta e meia aparece alguma nova modalidade.

Pois a bola da vez é o Crossfit, cujo objetivo é levar o organismo ao limite da exaustão e aperfeiçoar  as habilidades físicas tais como equilíbrio, agilidade, resistência, potência e força.

A técnica surgiu nos anos 90, desenvolvida pelo ginasta americano Greg Glassman, e logo foi adotada pelo Exército americano. As sessões de aula são formadas pelo chamado “treino do dia”, que consiste na combinação de poucos exercícios (em geral são 3 séries), executados em curtos espaços de tempo (entre 4 e 20 minutos). Mas o crossfit abrange cerca de uma centena de movimentos, oriundos da ginástica olímpica (argolas e barras), nos treinamentos da polícia, no levantamento de peso e nos exercícios funcionais com cordas, caixas e bolas. Com isso, a possibilidade de combinação de movimentos é grande, o que não cansa os praticantes.
 

 
Em uma sessão é possível queimar cerca de 800 calorias e a intensidade dos exercícios leva o organismo aos limites físicos, com sintomas como enjoo, dor muscular, cãibras, tremedeiras nos braços e pernas, extrema ofegância e até vômitos.  O gasto calórico equivale ao que ocorre em um jogo de futebol profissional, e a porcentagem da capacidade ventilatória chega a 80% (índice limite, quando o aluno não consegue completar uma frase). O coração vai a 200 batimentos por minuto. "Tais taxas dificilmente são atingidas em outros esportes", diz o fisiologista Paulo Zogaib, da Universidade Federal de São Paulo.
No início dos anos 2000, praticantes mais radicais nos EUA criaram a figura do palhaço Pukie, o vomitador. Ao perceber que ultrapassaram seus limites, os crossfiteiros anunciavam com orgulho: "Lá vem o Pukie", cujo sintoma é causado pela redução de sangue no sistema digestivo depois da atividade intensa. Alguns dos lemas da turma: "Lugar de moleza é na academia", "Nosso aquecimento é o seu treino", e "Ninguém nunca se afogou no próprio suor".
 
E pra puxar ainda mais no esforço, nada de ambientes arejados e climatizados. Em geral, o espaço onde se pratica o crossfit é bem rústico, ambientados em galpões e garagens com pé direito alto, raras janelas, poucos ventiladores e sem espelhos - ou seja, a temperatura vai às alturas. O desempenho de cada aluno é anotado em um quadro, à vista de todos os praticantes, o que estimula a competição e a busca pelo limite máximo.
Com todo este cenário, já são mais de 20 mil praticantes no Brasil, e o número de ginásios chega a 109 (no mundo já são  5 mil).
 
Fonte: Revista Veja
 
 
 

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